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Integral rumo à Rússia

Integral rumo à Rússia com Economia Criativa

Como estamos na época da Copa do Mundo e o interesse das crianças por esse tema é grande, iniciaremos os estudos sobre economia criativa com pesquisas de como é possível ir à Copa na Rússia utilizando-a.

Ao apresentar a ideia aos alunos, muitos falaram: “Como assim….? ”, mas logo começaram a surgir ideias de ir para a Rússia e oferecer o serviço de cortar a grama dos estádios em troca de ingressos para os jogos. E ao descobrirem que há a possibilidade de viajar trocando habilidade por hospedagem, ficaram surpresos e definiram que habilidade é aquilo que se sabe fazer de melhor.

O objetivo do projeto é que os alunos entendam as várias possibilidades que a economia criativa pode proporcionar, visto que a criatividade pode trazer soluções inéditas para vários problemas. E as crianças de hoje contribuirão para uma consciência de mundo diferente no futuro, um olhar que amplia para várias possibilidades de soluções, tornando-o mais livre e completo.

A economia criativa surge como uma inovação, pois promove o desenvolvimento sustentável e humano, e não apenas o crescimento econômico. Segundo o Sebrae, economia criativa é o conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico. A área criativa produziu uma riqueza de R$ 155,6 bilhões para a economia brasileira em 2015, segundo Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil.

E já que o objetivo da turminha do Integral é ir para a Rússia assistir à Copa do Mundo, as pesquisas começaram com a plataforma Worldpackers, na qual o viajante pode trocar habilidades por hospedagem, e o Couchsurfing, termo que surgiu em meados de 2002, quando apareceu a ideia de criar uma rede de pessoas que queiram hospedagem grátis. O mais legal da ideia é ser um projeto sem fins lucrativos, apenas com o intuito de conectar pessoas em busca de hospedagem e anfitriões. Sua estadia com anfitriões é gratuita! Os participantes compartilham seus sofás sem cobrar nada por isso, com um único objetivo, trocar experiências, uma troca cultural proporcionada pela convivência, de forma breve. E assim, em 2012, a Couchsurfing atingiu a incrível marca de 1 milhão de membros em 180 países.

Já o movimento Worldpackers cresceu e hoje conta com 1 000 000 de Worldpackers em mais de 170 países, acreditando que viajar é um direito universal. Anfitriões de hostels a ONGs, de fazendas orgânicas e casas de família abrem suas portas para receber os viajantes, para ajudar e ensinar. “Acreditamos que viajar é o jeito mais fácil de despertar a consciência, de estar presente e de iniciar a jornada do autoconhecimento. Realizando o maior sonho das pessoas através de inspiração e ferramenta intuitiva, removendo os maiores medos da cabeça dos humanos, teremos um mundo muito mais igualitário, sustentável e altruísta, agindo através do nosso propósito para ajudar mais gente a encontrar o seu propósito. (De viajante para viajante. Riq Lima, co-fundador da Worldpackers).

E as malas? Será que podemos compartilhá-las também? No aplicativo Tem açúcar? Sim! Trata-se de uma plataforma que conecta pessoas dispostas a compartilhar objetos e bens entre a vizinhança; aposta na rede de colaboração local como estímulo à economia das famílias no dia-a-dia. “Estamos diante de um novo ciclo de relações econômicas que mudou a cultura de consumo”, avalia a CEO Camila Carvalho, fundadora da Tem açúcar?

A indústria criativa, portanto, estimula a geração de renda, cria empregos e produz receitas de exportação, enquanto promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano. Por que ter? Se podemos compartilhar, essa ação diminui o consumo e amplia o senso de colaboração e comunidade. Vamos juntos organizar uma viagem com o mínimo gasto possível, compartilhando bens e serviços e trocando experiências!

Professora Alexandra Grassini – Integral