|
VIDA E MISSÃO DE MARY WARD
MARY
WARD, a fundadora do INSTITUTO BEATÍSSIMA VIRGEM MARIA
(atual Congregação de Jesus), nasceu a 23 de janeiro
de 1585, em York, na Inglaterra, e faleceu a 30 de janeiro de
1645, em Hewarth.
Filha
de Marmaduke Ward e Ursula Wright, nobres descendentes ingleses
que desde a origem distinguiram-se pela fidelidade à religião
católica. Mary veio ao mundo numa época dificílima
para a Ingleterra em virtude das lutas sangrentas desencadeadas
pela perseguição religiosa no reinado de Isabel
I. Apesar disso, foi a época que marcou o país pelo
grande desenvolvimento econômico e político, pelo
poderio e expansão marítima, pelas conquistas, afinal.
Mary recebeu uma educação orientada para a abertura
e isto contribuiu no futuro para a formação de um
novo estilo de vida religiosa na Igreja. Na Inglaterra, diferentemente
dos outros países europeus, a mulher já era dona
de uma maior liberdade intelectual e cultural, com responsabilidade
de reflexão e de tomar decisões , enquanto nos outros
países estava ainda tolhida sob os influxos da Idade Média,
no isolamento social e intelectual.
Mary cultivou e aumentou, à medida que cresceu, seus conhecimentos
através do estudo contínuo. Aos 20 anos, dominava
fluentemente o latim, o francês e o inglês, tinha
conhecimentos de música, de arte, de bordado, de costura,
de um pouco de enfermagem e de tudo aquilo que sabia ser útil
e necessário para a época. Acima de tudo, rezava
bastante e tinha uma fé muito sólida.
Desde pequena, apresentou uma saúde muito frágil
e por várias vezes teve que se ausentar da família
e refugiar-se na casa dos parentes e amigos, pois o clima frio
do norte de York não lhe era propício. Dos cinco
aos dez anos passou muito tempo com a avó materna, em Plouglard,
no sul. Mais tarde, entre os dez e quinze anos, esteve na companhia
de parentes, os Babthorpe. Nesta casa, ela pôde extravasar
livremente todo o anseio que sua alma movia para Deus. Aqui, ela
se preparou e recebeu a primeira Eucaristia. Aqui, também,
ela sentiu o primeiro impulso, o primeiro desejo de servir a Deus
na vida religiosa.
Foi um ideal difícil de ser concretizado na época.
Na Inglaterra, os conventos tinham sido todos fechados pelas leis
e decretos anglicanos, os membros foram dispersados. Ela nunca
tivera contato com nenhuma religiosa ou Ordem, nem se podia falar
sobre tal assunto. Houve grave proibição por parte
do confessor e da família, esta queria vê-la casada
com um alto membro do Parlamento Inglês, pois traria vantagens
e benefícios socias e eclesiásticos pela influência
que exercia na corte. Mary recusou terminantemente tal projeto
e pacientemente refugiou-se na oração e esperou.
Só o tempo decide as coisas de Deus.
Aos 20 anos, deixou a Inglaterra e foi para Saint Omer ( hoje,
Bélgica ) decidida a trabalhar lá para o Reino de
Deus, levando uma vida reclusa e de oração. Lá,
foi encaminhada para o Convento das Clarissas Pobres. Ficou decidido
pela superiora do convento que ela ocuparia o lugar de uma Irmã
conversa que deixara a Vida Religiosa, lugar vago e cujo trabalho
era o de angariar o sustento para as Irmãs do coro. Durante
um ano, ela esmolou de porta em porta, levando uma vida de provações
duríssimas. Percebeu não ser esse o ideal que tinha
em mente e, depois de muita luta e oração, deixou
esse convento. Com esse acontecimento, ela descobriu, pela experiência,
uma hierarquia de valores que passou a ser norma de conduta. Ela
se orientou dali em diante, sempre mais para o eterno, para o
que não é perecível. As provações
que passou levaram-na a perceber que suas energias espirituais
e psíquicas convergiam para um único fim: fazer
a vontade de Deus. E esta vontade agora lhe pedia algo mais.
Pensou que fosse suficiente fundar um convento para as jovens
inglesas refugiadas no Continente. Fundou o convento e entrou
como noviça, mas, após algum tempo de permanência
ali, enquanto rezava, recebeu uma iluminação interior;
devia deixar também aquele lugar, no qual ela se sentia
tão segura e o qual amava tanto. Deus exigia dela um outro
trabalho apostólico. Não sabia de que se tratava,
mas, por intuição, soube que isto daria maior glória
a Deus. Mary passou da plenitude de felicidade em que se encontrava
no convento à incerteza. Esse período foi dificílimo.
Não foi fácil procurar, escolher e optar pelo o
que o Senhor pedia. Obedecendo ao impulso interior, deixou o convento.
Ali começou sua verdadeira missão.
Voltou à Inglaterra e lá se dedicou ao trabalho
de auxiliar a todos quantos dela se acercarem, reconduzindo-os
para o bom caminho. Foi um trabalho penoso se pensarmos na grande
miséria moral que a Europa passava nesse momento conturbado
da história. Sempre apoiada na oração, Mary
pressentiu que Deus exigia dela uma obra com as características
da Companhia de Jesus (Ordem dos padres Jesuítas), fundada
por Santo Inácio de Loyola: sem clausura e voltada para
as obras apostólicas, fugindo ao padrão da Vida
Religiosa da época.

Mary Ward herda a espiritualidade de
Santo Inácio de Loyola (foto)
Ainda
lá escolheu as sete primeiras companheiras
de trabalho com as quais regressou a Saint
Omer, em 1609 e deram início às primeiras escolas,
o início do Instituto. Abertas e sensíveis aos novos
ideais, esse grupo de jovens procurava unicamente ajudar a Igreja
nas situações difíceis em que se encontrava.
A personalidade da fundadora, considerando-se a educação
e a origem, apresentava muitos elementos que a levaram a idealizar
o novo tipo de mulher religiosa. Tinha um carinho todo especial
para com os pobres, sabia defender-se de qualquer situação
sem embaraço e sem temores, mantinha-se livre de todo fanatismo
e, com atitude distinta, gozava da amizade e admiração
de pessoas notáveis, até entre os que professavam
outras crenças religiosas.
Todos esses elementos conseguiram levar avante sua obra, apesar
de todo tipo de dificuldade que se lhe apresentara. As palavras
não podem expressar tudo o que se passou neste tempo, mas
deixam entrever o que a obra exigia delas: segurança, dedicação
desinteressada, trabalho e lutas sem fronteiras. Ela e as companheiras
passaram por duras provas. Os jesuítas, naquela época,
não viam com bons olhos o trabalho delas na Igreja nem
queriam um ramo de Religiosas ligado à Companhia. O clero
também não aceitava a idéia de “mulheres”ministrando
o Ensino Religioso, pois a Evangelização era destinada
aos homens, eles eram os responsáveis por essa missão
na Igreja. A mulher deveria ficar confinada à clausura
e rezar, pois para algo maior ela era considerada incapaz. Mas
Mary Ward era radical: ou tudo ou nada, e ficou firme nessa resolução
porque sabia que essa era a missão que o Senhor lhe confiava.
Essa atitude no desenrolar da história do Instituto foi
séria, visto que Mary Ward era mais prática que
teórica. Queria simplesmente fazer aquilo que achava estar
ao alcance da mulher; se ela tivesse preparação,
poderia, sem embargo, atuar no campo apostólico.
Sem pensar em Direito Canônico, assumiu as Constituições
de Santo Inácio. Queria um Instituto no qual a iniciativa
pessoal dos membros fosse de acordo com o modo de pensar dos superiores;
que tivessem uma sólida união, formação
moderna e uma fé profunda, trabalho incansável e
íntima vida de oração e relação
com Deus e com o próximo.
Pelo fato de fundar uma Congregação feminina orientada
para o apostolado segundo a Companhia de Jesus, empenhada na missão
direta no mundo feminino e de maneira apta a formar mulheres católicas
de profunda vida de fé, sua Obra trouxe metas à
vida religiosa na Igreja e para a mulher em geral.
Em pouco espaço de tempo, seu Instituto prosperou. Casas
foram abertas em vários países europeus e os membros
aumentaram a olhos vistos. Porém, o inimigo do bem está
em toda parte e começou a soprar fortes acusações
contra ela, vindas do meio do clero inglês e mesmo dos jesuítas.
Com grande coragem e constância, Mary Ward empreendeu viagem
em plena Guerra dos Trinta Anos, que assolava a Europa. Atravessou
os Alpes no rigor do inverno para defender o Instituto diante
do Papa e dos Cardeais, das falsas acusações de
que era vítima. Sua característica principal foi
sempre a lealdade e a verdade. Nunca usou de nenhuma fraude, nem
mesmo quando percebeu estar sendo uma vítima dela. Isso
exigiu sempre dos membros do Instituto também. Mesmo assim,
ela não conseguiu quebrar as barreiras do Direito em vigor
e superar os preconceitos tão radicais da época.
Lutou muito para conseguir a aprovação do Instituto
junto à Sé, mas o muito que conseguiu foram algumas
licenças periódicas para a continuação
do mesmo. “Fracassou”, porque os tempos não
estavam maduros para acolher seu ideal.
Com a Carta “Pastoralis Romani Pontificis”, de 13/01/1631,
Urbano VIII suprimiu o Instituto, as casas foram fechadas e os
membros dispersos e proibidos de dar continuidade à Obra
na sua estrutura original. A Igreja foi tão severa que
chegou a encarcerar Mary Ward e submetê-la a juízo
da Inquisição, porém, quase sem investigação
prévia.
A Inquisição libertou-a de culpa e, posta em liberdade,
dirigiu-se outra vez a Roma para apelar ao Papa pelo Instituto.
Foi-lhe dada a licença de abrir casas em Roma e aí
viver com as companheiras. Desses pequenos grupos surgiu o Instituto
Beatíssima Virgem Maria, que se esforçou através
dos tempos para manter vivo o ideal desta grande pioneira.
Mary Ward, já alquebrada e enfraquecida, retornou à
Pátria e, em 1645, morreu na vilazinha de Hewarth, nos
arredores de York. Seu corpo foi sepultado na Igreja de Osbadwick,
dos protestantes. Sobre seu túmulo foi colocada uma lápide
com os dizeres:
“AMAR OS POBRES, PERSEVERAR NESSE AMOR,
PARA VIVER, MORRER E RESSURGIR COM ELES.
PARA ESSE FIM FOI DIRIGIDO TODO O ESFORÇO DE MARY WARD
QUE, TENDO 60 ANOS E 8 DIAS, EXPIROU AOS 30 DE JANEIRO DE 1645”.
Seu sacrifício, coragem e audácia permanecem como
exemplo vivo no Instituto até os dias de hoje. Vivo e atuante,
o Instituto espalhado por todos os Continentes procura realizar
o ideal da grande inglesa. Hoje, com toda a abertura do Concílio
Vaticano II, muitos daqueles princípios os quais ela não
pôde concretizar enquanto viveu, estão sendo vivenciados
pelos membros atuais sem nenhum impedimento. Suas diretrizes foram
conservadas apesar de todos os impedimentos, confusões
e mudanças históricas e chegaram até nós
pelo exemplo das primeiras companheiras da fundadora. As fontes
de que dispomos para o estudo da sua vida, as biografias, as cartas
e escritos, a “Vida em Pinturas”nos forncecem um idéia
da fidelidade dessas primeiras colaboradoras que seguiram fiéis
e adotaram tudo aquilo que ela quis no início.
Atualmente os tempos são outros, mas não nos excluem
da necessidade de procurar o que Mary faria se vivesse hoje, como
ela interpretaria os acontecimentos históricos, como organizaria
sua vida e quais as respostas que daria aos apelos atuais da Igreja
e da Sociedade.
À nossa frente está uma mulher sem ilusões,
uma mulher que procurou aquilo que se lhe apresentou como essencial,
conservou a calma e perseverou em sua missão. Assumiu a
responsabilidade que lhe foi confiada sem nenhuma tentativa de
evasão. Fez todo o possível para que suas companheiras
compreendessem sua missão e preocupou-se com aqueles que
seriam atingidos por tal missão. Soube conservar a calma
em todos os momentos difíceis, porque sempre se manteve
próxima da força vital, a união com o Senhor.
Desse contato florescia cada dia nova esperança sem a qual
nenhum ser é capaz de viver. Nessa esperança, tornou-se
livre para perceber os sinais da vontade de Deus. Sabia que Ele
faria concorrer tudo para o bem daquele que crê, e que tudo
acontece como Ele julga melhor.
O Instituto Beatíssima Virgem Maria (atual Congregação
de Jesus) tem casas em vários países:
Argentina, Chile, Israel, Espanha, Zimbabwe, Ucrânia, Hungria,
India, Cuba, Sibéria, Eslovaquia, Coréia, Romênia,
Nepal, Austria, Inglaterra, Itália, Alemanha, República
Tcheca, Inglaterra e Brasil. A sede geral está localizada
em Roma, Itália, e a sede da província brasileira
à rua dos Brasões, 96, Jardim Petrópolis,
São Paulo.
COMPANHEIRAS
DE MARY WARD
“Durante sua estadia em Londres, em 1609, Mary Ward, com
sua vida edificante e suas palavras persuasivas, conquistou para
sua missão, algumas jovens da nobreza. Estas, inspiradas
por seu bom exemplo e ideal de vida, foram com ela a St. Omer,
onde, sob sua direção queriam servir a Deus e aos
irmãos na vida religiosa”.
Quem eram essas jovens, e o que fez com que elas permanecessem
fiéis à sua primeira vocação de dedicar
suas vidas a Deus para a fundação – e mais
tarde a refundação – “da companhia cuja
fundadora era Mary Ward”?
1. Bárbara Ward ( 1586 – 1623 )
“...Tudo
que se pode desejar de uma irmã, de uma amiga, de uma súdita”(
MW) .
Bárbara era pouco mais de um ano mais jovem do que Mary,
que deixou Mulwith quando Bárbara tinha apenas três
anos, de modo que as irmãs conviveram pouco em sua infância.
Mas em 1609, seguiu Mary Ward em St.Omer. Desde o começo
de sua vida religiosa, Bárbara mostrou sua inclinação
para a vida contemplativa.
Porém,“sempre estava disposta a submeter-se, mesmo
quando isso exigiam-se os maiores esforços. Considerava-se
feliz quando tinha ocasião de ajudar sua querida irmã
e agradar nela a seu Deus e Senhor por cujo amor não havia
nenhuma diferença entre vida ativa e contemplativa, mas,
seguindo a regra de toda a verdadeira perfeição,
unia as duas, mostrando-nos assim o caminho que nós devemos
seguir”.
No outono de 1621, juntamente com Winifried Wigmore, Mary Poyntz
e Margareth Horde, acompanhou Mary Ward na caminhada de 1500 milhas
a pé até Roma. Margareth Horde escreve sobre ela:
“Se tivesse sabido que pouco depois de sua chegada a Roma
fosse morrer, não teria pedido preparar-se melhor. Se desfalecíamos
no caminho ela nos animava; se nos sentíamos desanimadas,
buscava um consolo; se nos invadia a tristeza, tinha sempre alguma
pequena brincadeira para devolver-nos a alegria”.
Viveu só treze meses em Roma, seis meses relativamente
bem de saúde e sete meses gravemente enferma. Em junho
de 1622 a comunidade se viu atacada por um mal que a princípio
parecia ser um simples problema de pele por causa do sol. Bárbara
teve muita febre resultante desse problema. Quando melhorou um
pouco foi levada à Torre dei Specchi para mudar de ambiente
e aprender italiano. Nesses três meses foi se debilitando
gradativamente e se encontrava muito mal, porém,
“seu comportamento foi tão edificante que algumas
irmãs do convento lamentavam o fato de não termos
chegado antes a Roma, pois sem dúvida teriam entrado conosco”.
Tomou muitos remédios, inclusive uma breve estadia no campo
– “ficamos nesse lugar até que duraram nossas
provisões( dinheiro.)
Bárbara foi debilitando-se cada vez mais. Em Gesú,
em Torre dei Specchi e em outros conventos de Roma as pessoas
rezavam continuamente por ela. Na madrugada de 25 de janeiro de
1623,
“entregou sua alma com tanta paz como se estivesse dormindo”.
Foi sepultada na Igreja do Colégio Inglês.
____________________________________________
2. Susanna Rookwood ( 1588 – 1624 ).
“Tinha
um zelo extraordinário pela glória de Deus e a salvação
das almas. ( Necrológio ).
Era uma Rookwood de Coldham Hall em Suffolk. Seus pais “eram
muito virtuosos e haviam sofrido muito na perseguição
por causa da fé tanto em multas e perdas de bens como por
ouras humilhações. Porém, sua casa estava
sempre aberta para os sacerdotes e era um lugar onde muitos católicos
recebiam grande consolação espiritual”.
Seu irmão Ambrósio foi executado por sua participação
na Conjuração da Pólvora. O quadro 17 da
Vida em Pinturas representa a visita de Mary Ward a Coldham Hall
em 1609; então Susanna decidiu partir com ela para St.
Omer. Em 1614, seis membros trabalhavam na Inglaterra. Susanna
foi nomeada superiora.
“seguidamente corria perigo de morte por causa de sua fé
católica e para a qual muitas pessoas retornaram; a muitas
outras pessoas preservou e fortaleceu em sua fé. Esteve
cinco vezes numa prisão por causa de sua fé; ali
confortou e reanimou a outros prisioneiros, com meios espirituais
e materiais”.
Em 1621, foi chamada a Liège e em 1622 a Roma. Como “escrevia
bem e era rápida ”foi secretária e assistente
de Mary Ward. Em 1623,foi nomeada superiora da nova fundação
de Nápoles, onde, apesar da extrema pobreza, conseguiu
reunir um pouco de dinheiro para enviar a Roma. Numa carta de
Mary Ward a ela podemos ter:
“você faz bem, e isto o teria que fazer toda superiora,
em não escrever você mesma, mas em confiar tais tarefas
que podem ser realizadas por outras pessoas da casa, quando você
mesma não está em condições ou está
demasiado ocupada para escrever; a uma superiora nunca falta trabalho
e trabalho mais importante que escrever cartas de cortesia, etc.”
Foi em Nápoles, que, no dia 25 de março de 1624,
“tendo levado uma vida mui santa nesta cidade e tendo deixado
um grande exemplo de santidade e prudência, decansou na
paz do Senhor”.
Não conhecemos mais detalhes acerca das circunstâncias
de sua morte.
3. Joanna ( ou Jane ) Browne (1585 –1630)
“Mostrou
seu valor por sua maravilhosa sabedoria e prudência”.
Era a que tinha mais idade no grupo e foi aquela que se mudou
para St. Omer Mary Ward, era da família Ward, prima dos
Rookwood e dos Babthorp. Permaneceu em St. Omer até que
em 1614 voltou à Inglaterra para assitir a seu pai moribundo;
em continuação devia passar algum tempo na missão
inglesa junto com Susanna Rookwood já que se conta dela
que “suportava o peso e o calor do dia e os panoramas mais
sombrios no horizonte, com firmeza e ânimo inquebrantável”.
Em 1623, foi enviada a Nápoles, onde foi “de grande
utilidade”, foi responsável pelas meninas da escola,
mais tarde, pela direção prática da casa.
Quando Susanne Rookwood morreu repentinamente em maio de 1624,
Joanna foi de grande ajuda para a superiora suplente Winefried
Wigmore e “mostrou seuvalor por sua maravilhosa sabedoria
e prudência”.
Em 1629, adoeceu gravemente e Mary Ward fez com que fosse levada
a Munique: proporcionou uma liteira para a viagem e enviou uma
Irmã e um criado para atendê-la. Em Munique havia
dois quartos reservados para ela e uma Irmã que iria assisti-la
como enfermeira. Alguém manifestou que isto era excessivo.
“Como pode pensar assim? Você queria que regateássemos
algum gasto para alguém que antes jamais regateou o colocar-se
a serviço de Jesus Cristo?”, assim respondeu Mary
Ward.
Joanna morreu em 23 de fevereiro de 1630 e foi enterrada no claustro
da Igreja dos franciscanos.
4.Catherine Smith ( 1583 – 1655 )
“Permaneceu
firme em meio a todas as dificuldades do Instituto, como rocha
num mar turbulento”.
Provavelmente foi uma das quatro que viajaram com Mary Ward à
Inglaterra em 1614. É certo que era superiora de uma das
quatro casas de Flandres quando lhes foi lida a Bula de Supressão
e lhes foi dado 14 dias para saírem dali. Nesse tempo sua
sabedoria e sua coragem deram alento às Irmãs em
suas dificuldades. Foi a Munique, logo a Roma e em 1637 acompanhou
Mary Ward na sua viagem à Inglaterra. Esteve com ela em
St. Martin’s Lane em Londres, mais tarde em Hutton Rudby,
Heworth e York. Após a morte de Mary Ward fez parte do
grupo que foi a Paris, onde morreu em 29 de abril de 1655.
5. Bárbara Babthorpe ( 1592 – 1645 )
“...
tão amável e bondosa com os demais, que com seu
governo amoroso conduzia todos os corações para
Deus”.
Com a idade de oito anos conheceu Mary Ward quando esta foi viver
em Babthorp Hall. Em 1608, entrou com as Beneditinas de Bruxelas,
porém contraiu uma doença da garganta que a incapacitou
para o canto do coro. Quando, então, se inteirou dos novos
planos de Mary Ward foi com ela a St. Omer. Em 1612, sem ainda
ter completado vinte anos tornou-se superiora e mestra de noviças.
Em 1616 acompanhou as noviças a Liège, Colônia
e Trévere, até que,no começo de 1627 foi
chamada a Munique. Continuando essa viagem acompanhou Mary Ward
a Viena e Bratislava onde foi superiora. Em julho de 1628, escreveu:
“Nossa casa logo será terminada, isto é, coberta,
pois toda a parte superior está demolida. Foram colocadas
vigas,porém não está coberta ainda. No que
se refere às escolas, já dizia Sua Eminência
– e já o sabemos por experiência – que
nos próximos meses vamos precisar de muita paciência”.
Em 1631, deixou Bratislava aos cuidados de Frances Brookesby e
foi a Munique para ajudar Mary Ward. Permaneceu ali durante a
invasão sueca e obteve mais tarde a autorização
para reabrir a escola durante o dia. Em 1636, lhe escrevia Mary
Ward:
“Jesus te guarde de cobrar o mínimo que seja das
crianças. Se você faz esta obra de caridade, então
faça-a de coração e não como uma mercenária,
caso contrário, querida, segue meu pobre conselho e deixa
tudo!”.
Quando Mary Ward pensou em regressar à Inglaterra em 1637,
chamou Bárbara a Roma e lhe confiou o cuidado daquela casa.
Em 1645, após a morte de Mary Ward foi nomeada Superiora
Geral, até sua morte em 1653. Antes de morrer escreveu
uma oração:
“Minha queridíssima e bem-aventurada Mary Ward, eu
recorro com o mais sincero e filial afeto à tua amorosa
e maternal assitência, agora com mais confiança do
que nunca, já que é chegado o tempo em que parece
que a morte chama à porta; por isso suplico, roga por mim,
para que eu não deseje mais do que Deus quer...”.
____________________________________________
6. Winefried Wigmore ( 1585 – 1657 )
“Alguma vez se disse... que ela era a mais querida de Mary
Ward, entre as sete companheiras que viajaram com ela a St. Omer
em 1609”.
Winefried, nascida no mesmo ano que Mary Ward, parece que deslizou
com toda naturalidade no papel de amiga íntima e secretária
de Mary Ward. Tinha uma cabeça clara, falava e escrevia
cinco idiomas, possuía a capacidade de resolver as questões
mais difíceis e seu julgamento era ponderado e prudente.
Era discreta ao extremo e tinha grande poder de atração
sobre os demais. Seus dons consistiam mais em sua capacidade de
conduzir as pessoas a Deus e em formá-las em sua vida espiritual,
do que em sua idoneidade para tarefas exteriores de governo. Foi
nomeada superiora contra sua vontade; sentia-se melhor como mestra
de noviças.
“Não
havia nenhum assunto, nenhum trabalho em que não tivesse
participado, compartilhando as múltiplas dificuldades e
problemas de Mary Ward”.
De 1614 a 1618 acompanhou Mary Ward como companheira, secretária
e enfermeira nas diversas viagens à Inglaterra; esteve
junto a ela na fundação da segunda casa, a do noviciado,
em Liège, assim como em 1619-1620 em Colônia e Trévere;
viajou com ela para Roma em 1621 e para Nápoles em 1623,
onde foi procuradora, mestra de noviças e, após
a repentina morte de Susanna Rookwood, ficou como superiora suplente.
Permaneceu em Nápoles até que, no final de 1627
Mary Ward a chamou a Munique com a intenção de nomeá-la
superiora da casa que planejavam abrir em praga. Mary Ward lhe
escreveu de Praga em 06 de março de 1628:
“Onde Deus colocar você ainda não sei, tão
pouco, se vamos fazer uma nova fundação aqui em
Praga,ou não. O que quero dizer e já estou decidida,
é que, ou começamos isso em condições
favoráveis ou então nem começamos... Quanto
da língua alemã, conseguiu aprender? Oh, se pudesse
falar este idioma, por menos que fosse, seria bom! Faça
o melhor que pode de sua parte com sua costumeira diligência
e Deus, para cuja glória importa tanto esta pequenez, ajudará”.
Na realidade, o plano teve que ser abandonado e Winefried permaneceu
em Munique até começo de 1629. Então acompanhou
Mary Ward em sua viagem a Roma, pois ela estava tão enferma
que sua provisão de alimentos para a viagem “consistia
de um saquinho de farinha de aveia com a qual preparava um levíssimo
creme que tomava com um pouco de sal”. Queria fazer uma
nova tentativa de conseguir a aprovação do Instituto.
Depois de três meses, estava claro que em Roma não
se podia conseguir nada e regressaram a Munique.
Os problemas em Flandres iam aumentando, Mary Ward tinha que ir
a Viena e então enviou Winefried a Flandres como Visitadora
em seu lugar. Porém, chegou demasiado tarde. Em fevereiro
de 1631, quando Mary Ward estava já encarcerada no convento
de Anger, foi ela também, Winefrid, encarcerada em Liège.
Após terem sido libertadas, ficaram juntas novamente até
a morte de Mary Ward: durante cinco anos em Roma, na casa próxima
a Santa Maria Maior; durante a longa viagem de regresso à
Inglaterra passando por Paris, onde enfrentaram o inverno em 1637-1638,
passaram também por Liège e St. Omer. Em maio de
1639 estavam na Inglaterra, primeiro em Londres, logo em Hutton
Rudby e York. Uma de seus últimas atitudes foi a viagem
de York a Londres a pé, para levar cartas e recolher a
correspondência que porventura tivesse. Teve que atravessar
dois exércitos, era inverno e a acompanhava o temor de
não regressar a tempo de encontrar Mary Ward com vida.
De fato, chegou com notícias de Londres mas não
de Roma ou Munique, oito dias antes da morte de Mary Ward.
As companheiras permaneceram durante cinco anos em Heworth com
Mary Poyntz como superiora. Desde 1649, quando o rei Carlos I
foi executado e se estabeleceu o Puritano “Commonwealth”,
a vida se tornou mais difícil para os católicos.
A idéia de transladar-se para Paris e abrir ali um escola
para meninas inglesas se converteu em plano definitivo, quando
o proprietário da casa de Heworth a pediu de volta para
seu uso próprio. Em 1650 partiram para Paris e Winefried
foi a diretora do internato e mestra de noviças quando
começou a entrar novos membros. Depois de passar sete anos
nesse trabalho, morreu em paz com a idade de 72 anos e foi sepultada
no cemitério das monjas Bernardinas.
7. Mary Poyntz ( 1593 – 1667 )
“Eis aqui aquela, por cujas instruções Deus
quer salvar-me!”(palavras que segundo a tradição,
foram pronunciadas por Mary Poyntz no seu primeiro encontro com
Mary Ward ).
Mary Poyntz, prima de Winefried Wigmore, era a mais jovem das
que foram com Mary Ward a St. Omer e das que a acompanharam a
Roma em 1621. Em Roma ensinou na escola. Em 1626, Elizabeth Cotton
e ela foram com Mary Ward a uma viagem, que na realidade deveria
tê-las levado à Inglaterra, mas terminou em Munique,
onde fundaram a Paradeiserhaus. Foi a primeira superiora da casa,
enquanto Mary Ward viajou para Viena e mais adiante Bratislava
e Praga. O cargo foi uma pesada responsabilidade, pois foi em
Munique, que em 07 de fevereiro de 1631, Mary Ward foi detida
e encarcerada. Mary Poyntz teve que informar aos quarenta membros
da casa, escrever às demais e organizar a comunicação
com a prisioneira. Havia crescido na Inglaterra os tempos de perseguição
e sabia algo sobre cartas de limão. Por isso na cesta que
levava comida para Mary Ward, em Anger, havia sempre limão.
De Mary Ward chegavam as instruções:
“Não se queixem. Encomendem-me com carinho a todas
da casa... Seja feliz e não duvide de nosso bom Mestre...Não
quero que a reitora ou você (Elizabeth Cotton ) estejam
na capela depois das nove da noite ou antes das seis da manhã...
Sete horas na cama e a madre reitora tem que cantar uma alegre
canção cada dia que estou aqui”.
Mary Poyntz e Elizabeth Cotton receberam também instruções
sobre memoriais que tinham que mandar a Roma.
No dia 15 de abril, chegou a ordem de liberdade da prisão
para Mary Ward. Quando, em agosto de 1632 abandonou Munique para
ir a Roma, Mary Poyntz ficou como responsável da Paradeiserhaus.
Reinava a mais extrema pobreza e as tropas de Gustavo Adolfo avançavam
para Munique. Muitos religiosos fugiram e as Ursulinas de Hall
ofereceram hospedagem a Mary Poyntz e sua comunidade – porém
ela tinha medo de perder para sempre a Paradeiserhaus e decidiu
ficar. Sua grande ajuda foi Anna Rörlin, uma Irmã
alemã que era capaz de sair e mendigar para suas companheiras.
No ano seguinte, Mary Ward nomeou Winefried Bedingfield como superiora
de Munique e chamou Mary Poyntz a Roma. Antes de partir visitou
o Eleitor e sua esposa e pediu permissão para abrir novamente
as escolas. No final de setembro de 1633, abandonou Munique e
chegou a Roma em 29 de outubro para assumir a responsabilidade
de outro tipo de comunidade, submetida continuamente à
estreita vigilância. Mas sua maior preocupação
era a saúde de Mary Ward, que foi piorando cada vez mais
no final de 1635. Em setembro de 1637, Mary Poyntz e Winefried
Wigmore empreenderam com ela o caminho para a Inglaterra; Bárbara
Babthorp ficou como responsável em Roma.
Durante todos esses acontecimentos na Inglaterra até a
morte de Mary Ward, Mary Poyntz foi a “superiora local”
do grupo e permaneceu como tal nos cinco anos seguintes em Heworth
e os primeiros anos de Paris. Quando Bárbara Babthorp ficou
doente em 1655 e quis renunciar como Superiora Geral, chamou Mary
Poyntz a Roma, onde foi eleita como sucessora de Bárbara
em 1654. Bárbara faleceu antes que as Irmãs que
estavam reunidas para eleger Mary Poyntz, tivessem saído
de Roma.
Ainda que a casa de Roma fosse a Casa Mãe até 1711,
Mary Poyntz passou a maior parte do tempo na Alemanha, onde pôde
abrir uma segunda casa em Augsburg em 1622. Levou quatro Irmãs
inglesas da Paradeiserhaus e quatro alunas inglesas para começar
a nova escola. Em Augsburg ganhou amigos influentes, incluindo
o bispo Christofh von Freiberg, nomeado em 1665 e cujo apoio ajudou
no começo do reconhecimento do Instituto por parte da Igreja,
ao menos em nível local. E foi em Augsburg que Mary Poyntz
faleceu em 30 de setembro de 1667.
Da
“segunda geração” que conheceu Mary
Ward quando ainda eram muito jovens há duas delas que têm
lugar especial na história do Instituto:
8.Helena Catesby ( 1631 – 1701 )
“Esta
é minha mãe que nunca mais quero abandonar”.
(Exclamação de Helena em seu primeiro encontro com
Mary Ward )
Helena, sobrinha segunda de Robert Catesby, um dos conspiradores
da Conjuração da Pólvora e parente de Mary
Ward por parte de sua mãe, aos nove anos, por ocasião
de uma visita, foi levada à casa de Mary Ward em Londres.
Desde esse momento desejou permanecer com Mary. E ficou como uma
das alunas da escola de Londres que foram com as Irmãs
a Hutton Rudby e a Heworth. Foi uma das primeiras postulantes
que entrou em Paris; de lá viajou com Mary Poyntz em 1653/54
a Munique para fazer seu noviciado.
Em 1680, quando era superiora em Augsburg, acompanhou uma irmã
jovem, Philipps Baumfelderin, até Burghausen para visitar
seu irmão enfermo. Dessa visita resultou o convite para
abrir ali uma casa. Com a ajuda da herança do irmão
de Philippa e o dinheiro que a Irmã de Helena queria investir
na Alemanha, a casa foi comprada em 1638 e iniciou-se a comunidade
com 07 Irmãs, entre elas Philippa, e Helena como superiora.
Em 1687, foram admitidas as primeiras postulantes que foram seguidas
por muitas outras. As escolas ganharam excelente reputação
e eram provenientes de outras partes da Baviera e Austria. O ensino
ministrado pelas Damas Inglesas incluía: o falar, o ler
e o escrever, latim, alemão, francês, inglês
e italiano, cultura geral, música, pintura e bordado. Porém,
juntou-se a isso uma cuidadosa formação do espírito
e do caráter e sobretudo a educação religiosa.
Helena devia ter algo do encanto pessoa e a capacidade de ganhar
outros em sua conversação, da mesma forma que Mary
Ward. Levou uma vida muito austera e mortificada. Ao ouvir que
a chamavam “a dama das mãos maravilhosas” introduziu
suas mãos em cal viva para desfigurá-las para sempre.
Por amor ao Santíssimo permanecia ajoelhada por seis ou
sete horas diárias diante do sacrário, inclusive
nos dias de frio intenso e sendo já idosa e enferma. Morreu
em 1710 com a idade de 70 anos.
9. Frances Bedingfield ( 1616 – 1704 )
“No que se refere à sua vontade, sobretudo sua grande
fé e confiança em Deus, era muito parecida com Bess
Phillis ( um pseudônimo de Mary Ward )... as pessoas costumavam
dizer que na sua presença não temiam nenhum perigo”.
( Dorothy Paston Bedingfield )
Frances foi uma das onze irmãs Bedingfield de Oxburg, suffolk,
das quais dez se tornaram religiosas em diversos conventos do
Continente; sua irmã mais velha Winefried foi um dos primeiros
membros da comunidade de Munique e sua superiora durante longos
anos. Frances mesmo entrou em 1630 aos 14 anos em Munique e de
lá foi a Roma, onde emitiu seus votos em 08 de setembro
de 1633 em Santa Maria Maior. Mary Ward escreveu a Winifried que
estava em Munique:
“Frances está bem e em todos os sentidos se comporta
tão bem como posso desejar. Que Jesus faça dela
uma santa”.
Pouco depois de sua profissão, foi enviada à missão
inglesa e foi uma das que pertenceu ao grupo das “últimas
companheiras” de Mary Ward desde sua chegada à Inglaterra
( 1609 ) até sua morte. Em 1650, foi com a comunidade a
Paris, mas logo foi chamada a Roma pela nova superiora geral Bárbara
Babthorp. Provavelmente Mary Poyntz, sucessora de Bárbara,
aprovou, antes de sua morte em 1667, o plano de Sir Thomas Gascoigne
de fundar uma casa do Instituto no norte da Inglaterra e Frances
foi designada como a pessoa mais idônea para encarregar-se
do plano.
Ao chegar à Inglaterra, percebeu que os amigos de Sir Thomas
haviam interferido naquele plano e ficado com o dinheiro destinado
para o Instituto. Ela foi a Hammersmith, um povoado fora de Londres
e, encontrou uma casa para alugar.
O dono da casa a olhava com certa suspeita... estava tão
pobremente vestida... porém disse que por ser uma Bedingfield
queria confiar nela, embora não a conhecesse”.
Assim começaram sem móveis e sem dinheiro,
“de maneira que durante um certo tempo dormiram sobre palha”.
Mas, encontrou algumas alunas e crédito e mais adiante
um empréstimo para comprar uma casa. Em Hammersmith usufruiu
também do favor da esposa de Carlos II, a rainha Catharina
de Bragança.
A casa esperada no norte da Inglaterra se transformou em realidade,
quando em 05 de novembro de 1686 pode ser comprada com a ajuda
de Sir Thomas Gascoigne. Ela comprou uma casa fora de Micklgate
Bar em York, sob o nome de “Frances Long “. Durante
oito anos a pequena comunidade (conhecemos os nomes das nove Irmãs
) viveu ali em paz, mas em 1694 foi vistoriada e “Mrs. Long”
e “Mrs Paston “, sua sobrinha, foram conduzidas à
prisão de Ousebridge. De lá escreveu ao bispo anglicano
de York para pedir sua ajuda na obtenção da liberdade...
“... sei que o senhor é compassivo e misericordioso
e poderá imaginar como é dura a prisão para
mim que daqui a dois anos completo oitenta anos. Temos vivido
nesta cidade nos últimos oito anos, e estou segura de que
ninguém que tenha em si um mínimo de justiça
ou bondade possa afirmar outra coisa, a não ser que temos
nos comportado pacífica e legalmente”.
Era a terceira vez que ficava presa depois da prisão de
Londres em 1674 e York em 1679. Após sua liberdade houve
outra vistoria na casa e pouco depois um ataque por um bando hostil;
a tradição atribui a proteção da casa
a São Miguel que foi visto como
“uma esbelta figura montado num cavalo branco brandindo
uma espada”.
Em 1696 ou 1697 Frances Bedingfield terminou seu tempo como superiora
de York. Sua sucessora foi sua sobrinha Dorothy Paston Bedingfield.
Mas logo a nova superiora maior Anna Bárbara Babthorp (
eleita em 1697 ) a chamou a Munique. Ela estava planejando pedir
a aprovação das 81 Regras ( concedida em 13 de junho
de 1703 ) e queria o conselho daquela que, com seus 84 anos, era
“a mãe de todo o Instituto, em exemplo de virtude
e luz resplandecente para todos os membros”. (Chambers).
Antes de regressar a Roma nomeou Frances como superiora da casa
de Munique. Ali morreu em 1709 com a idade de 88 anos.
Bibliografia:
Companheiras de Mary Ward: M.Philip Hardman;
Vida de Mary Ward: M. Catharine Chambers, IBVM;
St. Mary’s Convent, Micklgate Bar, York ( 1686 – 1887
):
Editado
com um prefácio de Henri James Coleridge, SJ.
Subsídio de Roma- Semana de Mary Ward - 2003
OS
PASSOS DE MARY WARD ATÉ FUNDAR O INSTITUTO
(ATUAL CONGREGAÇÃO DE JESUS)
INTRODUÇÃO
Mary Ward
foi, então para Inglaterra, juntou dinheiro com alguns
de seus amigos, conseguiu permissão do bispo e voltou para
St. Omer, onde fundou uma casa de Clarissas e assim pode viver
como queria. Entretanto no dia 2 de maio de 1609, Mary, com 24
anos, experimenta a primeira intervenção divina
em sua vida. Deus lhe diz que Ele queria “...outra coisa....uma
coisa boa, e que era a vontade de Deus”
1.
INGLATERRA
Mary deixa novamente St.Omer, volta pra Londres, para tentar descobrir
qual era essa coisa boa, vontade de Deus. Passa a viver em Strand,
o quarteirão da moda em Londres. Lá ela passava
seus dias em oração, jejum e penitência, mas,
de vez em quando, vestida elegantemente, como as moças
de sua época, freqüentava os eventos para arrebanhar
almas para Deus com sua conversa alegre e fervorosa. Usava, porém,
embaixo de suas vestimentas, em contato com a pele, uma camisa,
pesada de tecido bastante rústico, que machucava o seu
corpo franzino devido ao seu uso constante.
Foi nesse
local, quando se arrumava para sair, que Mary Ward teve o primeiro
de seus 3 momentos de iluminação
“Enquanto
arrumava os cabelos diante do espelho, sobreveio-me improvisadamente
algo sobrenatural. Todo o meu ser ficou tomado e reconheci claramente
e com inexprimível segurança que eu estava destinada
(...) a algo diferente e que poderia dar maior glória a
Deus. A minha alma ficou repleta desta glória e por certo
tempo não pude sentir nem ouvir outra coisa, a não
ser as palavras: “Glória. Glória”.
A visão
da glória fixou a finalidade da obra: deveria ser orientada
para a maior Glória de Deus. Tudo o que veio, a partir
daí, era referido a Deus. Com a Visão da Glória
nasceu o Instituto.
Assim, cheia
de amor por esse trabalho, Mary Ward juntou suas companheiras:
Susan Rookwood, Jane Browne, Mary Poyntz, Winefried Wigmore, Barbara
Ward e Barbara Babthorpe, perfazendo no total um grupo de 7 membros
e dirigiram-se para St.Omer.
2.
SAINT OMER, NA FRANÇA
Em Saint-Omer,
Mary começou um trabalho apostólico com ingleses
imigrantes adultos e depois com a educação de crianças
inglesas que moravam na cidade juntamente com as locais.
A escola de
Mary Ward oferecia às meninas, um curso de leitura, escrita,
bordado e religião, em três anos. Não havia
distinção de “status” social e suas
professoras eram proibidas de prestar atenção a
isso. Mary pensava que as mulheres eram capazes da mesma educação
que os homens, embora ela achasse que não precisavam dos
mesmos assuntos. Dessa forma, o Grego e Hebraico, ela substituía
pelas línguas modernas e por treinamento físico
e dança. Caligrafia era muito importante, assim como Retórica,
que ela encorajava através do teatro, e que era uma grande
inovação e um escândalo na época.
Afinal em
1611, convalescendo de sarampo, ela experimentou mais uma vez
a intervenção divina.
“ Naquele
período adoeci gravemente. Enquanto me restabelecia da
doença, encontrando-me um dia sozinha e mergulhada numa
extraordinária tranqüilidade de alma, ouvi claramente,
não através de uma voz, mas de uma maneira espiritual
estas palavras: Toma o mesmo da Companhia. O padre Geral nunca
irá permiti-lo. Vá até ele.”
Afinal o que
era “o mesmo da Companhia? Era a Magna Carta Jesuíta,
as linhas essenciais da Companhia, escritas por Inácio
de Loyola, que são válidas até hoje. Essa
substância era o que Mary Ward sabia que devia adotar na
sua totalidade, com alguma variação para as mulheres.
“Nós
devíamos adotar o mesmo, seja no que se refere ao conteúdo
ou a atividade, com exceção feita somente a
diversidade de sexo”
–Assim,
Mary Ward dá início aos Planos para seu Instituto,
e aí começam a aparecer seus inimigos, que eram
gente da própria hierarquia da Igreja, que ela tanto amava
e queria servir. As acusações e calúnias
contra ela e suas companheiras se multiplicavam e as dificuldades
aumentavam. Mas, no dia 1º de novembro de 1615, com 31 anos
de idade, Mary Ward recebeu a última das três grandes
iluminações espirituais que moldaram seu Instituto.
É o
que chamamos de Visão da Alma Justa. Aquela alma chamada
para seu Instituto, deveria ter três grandes qualidades:
LIBERDADE, JUSTIÇA E SINCERIDADE.
Com isso estava
pronto o esboço final do seu Instituto e começava
o seu sofrimento.
Seus inimigos
eram: Os padres seculares ingleses que não se entendiam
com os Jesuítas e chamavam as Damas Inglesas, pejorativamente
de Jesuitinas.
E os próprios
jesuítas que não queriam uma ordem feminina, conforme
determinação de Santo Inácio.
Entretanto,
o ponto central de seus problemas era o fato de querer uma Ordem
feminina sem clausura. Algo inconcebível para a mentalidade
da época.
3. LIÈGE, NA BÉLGICA
Mary chegou
a Liège no outono de 1616, e iniciou o trabalho lá.
Enfrentou, porém novos contratempos. Um é de particular
relevância porque mostra o preconceito contra as mulheres
na época, bem como a idéia de Mary a respeito do
potencial feminino.
Ao saber que
o trabalho das Senhoras Inglesas era estimado em Roma, o ministro
Jesuíta disse:
Todos - “É
verdade enquanto elas ainda estão no começo, mas
com o tempo este fervor vai acabar. Afinal são apenas mulheres!”
- Ao saber
disso Mary Ward responde:
“Não há diferença entre homem e mulher,
a mulher pode estar em pé de igualdade com o homem e até
ser-lhe superior. A inferioridade existe, quando alguém,
homem ou mulher, se desliga de Deus, pelo pecado e apostasia interior.
A diferenciação de superioridade entre homem e mulher,
está na base da vontade e liberdade: Fervor é fazer
bem, o comum, o simples, o ordinário.”
4. NOVAMENTE NA INGLATERRA
Mary Ward
volta à Inglaterra para arrecadar dinheiro, devido às
suas dificuldades financeiras. Esta viagem foi muito rica em acontecimentos.
Foi durante
essa visita à terra Natal que, ao visitar o Arcebispo de
Cantebury, não o encontrando em casa, Mary deixa seu nome
escrito no vidro da janela, com o anel de diamante que usava
Quando voltava
para a Europa de navio, ventos contrários a levam para
a Inglaterra de novo. E por causa de um objeto de devoção
a Maria que Mary Ward usava um guarda começa a blasfemar,
ao que Mary responde à altura, sendo, então, feita
prisioneira e condenada à morte.
Foi solta
por seus amigos, que pagaram sua fiança e assim ela pode
retornar a Liège, onde encontrou uma comunidade cheia de
desavenças.
5.
LIÈGE, UMA COMUNIDADE COM PROBLEMAS
A origem desses
problemas era uma irmã, Praxedis, que dizia ter todo o
tipo de visão, completamente diferentes daquelas da fundadora.
Ela dizia que Mary Ward tinha sido iludida pelo demônio
e que a estrutura do seu Instituto não vinha de Deus.
Mary ficou
aborrecida e cheia de dúvidas, fez longas meditações
para saber qual era a vontade de Deus e então pediu a Praxedis
que escrevesse tudo o que recebeu de Deus sobre a estrutura de
seu Instituto.
Praxedis estava
levemente enferma e ao receber a ordem, riu e disse que, se não
recobrasse a saúde logo, todas as suas visões seriam
falsas, tudo que tinha dito era mentira, e que Mary Ward era iluminada
por Deus.
Praxedis morreu
no dia seguinte, sem ter tido a chance de escrever uma única
palavra.
Mary Ward
esboçou o 3º plano de seu Instituto e começou
a se preparar para levá-lo a Roma. As calúnias contra
ela fervilhavam. Diziam que havia uma perigosa intimidade entre
as comunidades de Mary Ward e a dos Jesuítas em Liège.
Que dois jesuítas viajaram com elas numa mesma carruagem.
Que elas ficavam na igreja até altas horas, em confissão.
E que elas tinham sido convidadas para almoçar no jardim
dos jesuítas.
6.
EM COLÔNIA E TRIER, NA ALEMANHA
Em Colônia,
uma casa foi logo encontrada, mas a falta de dinheiro fez com
que Mary demorasse ainda seis meses para começar o trabalho.
De Trier menos se sabe. Apenas que foi fundada com a aprovação
do Arcebispo da cidade.
Pobreza era
a marca das fundações de Mary Ward. A única
exceção era a comunidade em Londres.
O terceiro
plano estava pronto para ser apresentado a Paulo V, quando ele
morreu, mas Mary não desanimou e munida de várias
cartas de recomendação de amigos ilustres decidiu
empreender uma viagem a Roma.
Assim vestidos
como peregrinos, Mary Ward e mais sete companheiros e dois cavalos
iniciaram a viagem de duas mil milhas à pé, atravessando
os Alpes gelados. Andaram durante o dia até chegarem a
uma hospedaria, onde jantaram, fizeram orações,
ajudaram com a arrumação, dormiram, tomaram café
da manhã e novamente partiram em jornada.
O traje de
Mary Ward consistia de um chapéu pontudo, um vestido marrom
escuro, bem fechado no pescoço e nos pulsos, uma capa curta
e escura, um grande rosário no pescoço e um cajado
na mão.
Mary, já
com a saúde debilitada ( do sarampo, pegou tuberculose,
que lhe deu uma tosse que não a deixava em paz, além
de sofrer de pedras da vesícula) fez o percurso de Bruxelas
a Roma a pé, em dois meses e três dias, sem parar.
A comitiva de Mary Ward possuía dois cavalos, um para carregar
os pertences do grupo e outro para ser montado por aqueles que
estivessem muito cansados para andar. Mary nunca o cavalgou.
7.
ROMA, NA ITÁLIA
Em Roma, eram
estranhas num país estrangeiro, longe de casa, com poucos
recursos, sem conhecer a língua, sem provisões,
sem dinheiro. Tudo isso parecia demasiado até para o mais
perfeito dos homens.
Entretanto,
Mary tinha em Roma, dois conhecidos, Edmund Neville, seu antigo
pretendente, e o irmão de Mary Pointz, John, que eram alunos
na Universidade Inglesa de Roma.
Assim, a primeira
casa de Mary foi nessa redondeza.
No dia 28
de dezembro, as Senhoras Inglesas foram para uma audiência
com o Papa Gregório XV, que com 70 anos, já mostrava
sinais visíveis de sua doença. Mary ficou bastante
entusiasmada com a conversa que teve com o Papa e pensando obter
para breve a aprovação de seu Instituto, resolveu
permanecer em Roma embora com poucos recursos.
Nos primeiros
meses de 1622, dois documentos contra ela foram apresentados ao
Papa.
Em 1º
de Julho de 1622, Mary pediu a permissão para fazer funcionar
a sua primeira escola em Roma e somente depois de sete semanas
obteve a resposta afirmativa. Mary começou desta vez, muito
cautelosamente, ensinava somente as matérias seculares
para não ser acusada de estar tomando o lugar dos padres,
embora o ensino religioso fosse prioridade em suas outras escolas.
Em todo lugar
que Mary fundava o Instituto, sua preocupação inicial
era começar com uma escola, pois a educação
sempre foi e ainda é a maior preocupação
de trabalho de suas seguidoras.
As escolas
de Mary em Roma eram freqüentadas pelas meninas pobres, porque
as ricas iam para os internatos, e havia casas especiais para
as prostitutas e mães solteiras, mas o povo comum e trabalhador
raramente tinha oportunidade de aprender a ler e escrever.
8.
NÁPOLES, NA ITÁLIA
No dia 12
de maio de 1623, Mary com duas companheiras foram a Nápoles
com intenções de fundarem uma comunidade.
Não conheciam ninguém na cidade e Mary parou numa
estalagem, exausta e sofrendo de um ataque de pedras na vesícula.
Receberam
ajuda dos piedosos Napolitanos e dos padres jesuítas.
E enquanto
Mary fundava sua comunidade, morreu o Papa Gregório XV
(quinze), sendo eleito o novo Papa, Urbano VIII (oitavo).
9.
NOVAMENTE EM ROMA
Foi pouco
antes de 27 de Outubro de 1624 que a entrevista de Mary e Urbano
VIII aconteceu. Nela o Sumo Pontífice pode ter uma idéia
do caráter corajoso, determinado, sincero e completamente
aberto de Mary. É nessa ocasião que ela, ousadamente,
diz ao Papa que, não só, seu Instituto já
foi confirmado no céu, mas também lhe pede uma mudança
no nome dos cardeais que estão julgando sua petição,
por considerar que os atuais tinham compreendido mal a natureza
do Instituto e lhe eram adversos.
Mary Ward
foi vítima da tirania, da ignorância e da cegueira
medieval, por ter sido inovadora e como tal considerada perigosa
às autoridades.
A petição
de Mary foi, finalmente, julgada. Quatro argumentos apareciam
contra ela:
Suas seguidoras
andavam livremente pelas ruas e se encontravam com jovens, para
o escândalo da religião.
. Aliciavam jovens ricas para o Instituto e dissipavam suas fortunas.
. Encenavam peças teatrais com suas alunas.
. Exaltavam os jesuítas em detrimento aos padres seculares
ingleses.
. E assim, graças a esses argumentos o Instituto de Mary
Ward foi banido.
Mas, isso não foi posto em prática imediatamente,
ou porque o decreto não foi dado para o Papa assinar ou
porque o próprio Urbano VIII não quis autorizar
a ação de supressão imediata. Somente no
dia 21 de abril um decreto saiu dizendo que as Senhoras Inglesas
não deveriam mais viver juntas, nem usar um hábito
nem ensinar nas escolas. Ou elas aceitavam a clausura ou deveriam
fazer outra coisa.
Com tudo isso as sombras na vida de Mary Ward estavam começando
a aparecer e se estenderiam por algum tempo até que houvesse
alguma luz.
Congregação
de Jesus: O SONHO DE MARY WARD

JHS - iniciais do nome de Jesus (em grego)
A mudança do nome Instituto Beatíssima Virgem Maria
para o de Congregação de Jesus não é
simplesmente algo exterior, ainda que se tenha de esclarecer os
aspectos jurídicos.
Nas Constituições da Companhia de Jesus, Mary ward
encontrou o modelo para as atividades apostólicas e a filosofia
educacional do IBVM se inspira, portanto, na espiritualidade Inaciana.
A denominação “Congregação de
Jesus”é um programa, é um desafio. O nome
de Jesus pertence essencialmente ao Carisma fundacional. Jesus
é um nome bíblico, e o nome, na Bíblia, expressa
identidade e missão da pessoa que o recebe. Identifica-se
com o seu ser.
Toda a vida de Inácio está marcada por essa relação
pessoal com Cristo. Sente-se diretamente atraído por Ele,
que é o modelo em sua maneira de proceder e na de seus
companheiros de missão.
Também para Mary Ward, o nome de Jesus é de uma
importância extraordinária. Ela está convencida
de que seu Instituto deve trazer o nome de Jesus: “A respeito
do nome compreendi, duas vezes, em anos distintos..., que a denominação
tem que ser a de Jesus”. (Carta ao Núncio Albergati).
Quando Mary Ward recebe a inspiração “Toma
o mesmo da Companhia”, está implícito que
quer o nome de Jesus para o seu Instituto, a identificação
com Ele e sua missão. Jesus é a primeira e última
palavra de Mary Ward, é o que dá sentido à
sua vida e missão, repleta de lutas e sofrimentos. A pessoa
de Jesus e a sua causa são o objetivo de sua vida. Para
ela, vale a pena lutar por Ele, que é o máximo dom
do Pai.
Mary Ward destacou-se por sua fé inabalável e seu
amor profundo a Jesus Cristo, a ponto de fazer de sua vida uma
eterna busca da vontade de Deus tendo Jesus Cristo como Caminho,
Verdade e Vida. Em vista disso, na Congregação Geral
de 2002, em que se reuniram membros representantes do Instituto
universal,optou-se pela mudança do nome de Instituto Beatíssima
Virgem Maria para “CONGREGAÇÃO DE JESUS”,
como forma de fidelidade a Mary Ward e para realizar o sonho que
ela nunca conseguiu em vida. Em 1 de abril de 2004, foi aprovado
pela Congregação dos Institutos de Vida Consagrada
e Sociedade de Vida Apostólica, no Tribunal Eclesiástico
do Vaticano, em Roma. O nome “CONGREGAÇÃO
DE JESUS”passara a identificar a Sede do Instituto Universal
em Roma e as Sedes Provinciais dos diferentes países. A
identificação dos Colégios não sofrera
nenhuma alteração.
Assim, estaremos sempre mais próximos do sonho de Mary
Ward que, ao longo de sua vida, sempre nos mostrou que a perseverança,
a ousadia e a coragem fazem parte de nossa missão e só
as obteremos suficientemente se vivermos unidos ao nosso Deus,
fonte de graça e de vida.
“Seja
qual for a maneira como vão as coisas,
conservemos alta a esperança,
e vivamos da graça de Deus”.
Mary Ward
A Congregação de Jesus está
empenhada na
Beatificação de sua fundadora, Mary Ward
Oração para pedir a beatificação
de Mary Ward:
Deus,
doador de todo o bem,
te damos graças,
por teres dado Mary Ward
à Igreja e a toda humanidade.
Movida pelo fogo do teu amor,
não voltou atrás diante do risco,
do cansaço e da dor.
Viveu e trabalhou para Tua maior glória
e para o bem da Igreja,
para a propagação da fé,
e pela dignidade da mulher.
foi consolo para os pobres.
Te pedimos,
que através do reconhecimento oficial
da Igreja,
seu exemplo de vida
seja luz para muitas pessoas.
Por nosso Senhor,
Amigo e Mestre Cristo Jesus.
Amém!
Voltar...
|